sábado, janeiro 20, 2018

ENTREVISTRA A CAMILLE PAGLIA


(...)
Porque é que o sistema atual não está a funcionar?
Porque estamos neste período urbano e industrial, estamos em plena era tecnológica, em que as tarefas profissionais se tornaram exatamente as mesmas para homens e mulheres. E ainda por cima trabalha-se com a cabeça, não com o corpo. As diferenças sexuais esbateram-se. As mulheres pensam que como têm igualdade no local de trabalho e no mundo da política, acham que as coisas vão mudar também em termos da forma como comunicam com os homens nas suas relações privadas. E estão infelizes. Não se sentem realizadas. Sentem-se sozinhas.

Qual a verdadeira razão para isso?
A perda da solidariedade entre elas com a competição profissional. Perderam a partilha dos problemas de cada uma. Perderam o desabafo sobre o fardo que é ter um filho e criá-lo. Perderam a companhia umas das outras, o apoio umas das outras, e até coscuvilhice - a minha mãe e a minha avó tinham tudo isso - e agora querem que os homens, os maridos, as satisfaçam de todas as maneiras.

E os homens estão preparados para o fazer
Claro que não. Não são capazes, não podem. As mulheres querem que eles ajam como as amigas. Mas isso não é a forma como as mentes deles funcionam.

As mulheres são hoje demasiado exigentes?
São, mas mais importante do que isso é que são miseráveis. As mulheres de classe alta com sucesso no trabalho são infelizes. As feministas sabem-no. E culpam os homens de tudo. Dizem que são eles que têm de mudar de comportamento. Acho que as mulheres têm de ser neste momento mais conscientes e pararem de culpar os homens pela sua infelicidade! Olhem para o sistema laboral e alterem o que tem de ser alterado.

Mas as mulheres não têm hoje de lidar com muito mais pressão?
Sem dúvida. Casam-se, engravidam e querem voltar para o trabalho. Mas quem vai tomar conta dos filhos? Quem vai arrumar a casa, lavar a roupa? Tudo isso são pressões e mais pressões e já não têm com quem as dividir. É por isso que o feminismo de hoje está errado quanto insiste em culpar o homem.

Qual é hoje o papel do homem?
O homem hoje está a passar por uma grande crise de identidade. Não sabe exatamente qual é o seu papel. E as mulheres têm de ter mais empatia para com eles. Os homens têm impulsos diferentes. As suas hormonas não são iguais às nossas e fazem com que os seus cérebros funcionem de outra maneira. E é por isso que a pornografia é tão importante hoje em dia. Porque é o único escape que eles têm para o mundo da sexualidade e da fantasia.

Está a dizer que as mulheres não praticam tanto sexo com os homens como costumavam fazer?
Não é bem isso. É uma questão de tudo ser muito familiar, das regras não se quebrarem, sobretudo nos casamentos burgueses. Há um sentimento de fadiga, não há nada interessante a acontecer ou a permitir que aconteça. Não há o tal mistério. Mas acredito que as mulheres latinas, como as portuguesas, italianas, espanholas e brasileiras têm muito mais criatividade, energia sexual, noção de elegância, sendo ao mesmo tempo grandes empresárias, economistas ou administradoras. Os casamentos de hoje, na América, são aborrecidos sexualmente e o homem corre o perigo de se tornar mais uma criança lá em casa.

O que pensa da atual mania da transexualidade?
Preocupa-me muito. Atravessamos uma época extremamente difícil no que respeita ao terrorismo. Uma época muito parecida com o período romano, quando as tribos fora do império começaram a ameaçá-lo sem que ninguém se apercebesse. Era demasiado grande, burocrático e frágil. De tal forma que caiu. Essas sementes de choque, a transexualidade, que a cultura ocidental lança na terra alheia pode levar a um aceleramento da barbárie e do caos.

Fala da Jihad?
Sim. Estou a dizer que há muitos grupos de fanáticos no mundo que gostariam de deitar abaixo esta civilização ocidental que não entendem. E nós já não sabemos como sobreviver.

O "New York Times" chama-lhe "uma educadora". Mas não se vê mais como uma provocadora?

Sim, sem dúvida. Faz parte da minha personalidade até como escritora. Quero espalhar confusão, destabilizar as pessoas. Derrubar as suas convicções mais sólidas. Mas também sou uma humorista, uma comediante. Inspirei-me muito na Joan Rivers, sou engraçada. No entanto, adoro a sátira e o meu tipo de ataque vem daí. Oscar Wilde foi o meu professor nesse capítulo. Além disso, sou boa a criar polémicas porque consigo resumir o meu pensamento numa frase. O que adquire um poder extraordinário. O que digo torna-se uma máxima. Sou o que me torna muito perigosa.

Excerto de Entrevista a Camille Paglia 

sexta-feira, janeiro 19, 2018

A GRANDE ALIENAÇÃO DAS MASSAS

E A IDEOLOGIA DE GÉNERO - "sendo que no futuro as principais vítimas desta "Ideologia" serão as mulheres e consequentemente as crianças..."

"Tenho lido muitos dos artigos que escreve e envio os meus parabéns pela coragem e perseverança.
Não é por acaso que faço uso da palavra coragem, que escolhi como mote das minhas saudações de ano novo e correntes para este ano de 2018.
Este artigo levou-me a pensar no gravíssimo Movimento da Ideologia do Género que disfarçadamente está a tomar posições e lugares de decisão em vários países (inclusive Portugal) e sendo que no futuro as principais vítimas desta "Ideologia" serão as mulheres e consequentemente as crianças, é chocante a ignorância da maioria sobre o mesmo e o "deixa correr" para os que dele têm conhecimento. Porque o Movimento da Ideologia do Género não é o mesmo que Igualdade de Género no que toca às atribuições sociais, e é por aqui que começa o desconhecimento da ameaça que este movimento representa, é que a maioria das pessoas acham que é a mesma coisa.
Obrigada por me permitir este desabafo e como está na moda "que a força e a coragem nunca nos abandone"


Maria Adelina

GOSTARIA DE AGRADECER ESTE COMENTÁIRO FEITO POR UMA LEITORA E QUE REGISTO COM O MAIOR AGRADO.

A CONFUSÃO DE GENEROS...


ONDE A MULHER AUTÊNTICA ?


AS MULHERES "MODERNAS", as mulheres que lutaram por uma falsa emancipação e as feministas em geral, na sua grande maioria, traem-se na sua essência e estão longe se saber quem são...

..."temo que as mulheres que se mantiveram intactas (autênticas) à sua maneira sejam postas em perigo por outras mulheres. É que já não se tratará apenas de se defenderem dos homens, como também daquelas mulheres que adoptaram a concepção masculina da liberdade...."*

AGORA A IMITAÇÃO DAS MULHERES E A INVERSÃO MASCULINA...
DEPOIS DA INVERSÃO DAS MULHERES EM "HOMENS" NA MODA DURANTE DÉCADAS...
Eu sei que É fácil acusar as mulheres de libertinagem ou mesmo de assedio sexual aos homens como alguns se defendem e afirmam - muitos falam da violência ou agressão das mulheres na forma como se oferecem aos homens ou as raparigas novas como falam e empregam uma linguagem falocrática e agressiva...mas é preciso saber que elas copiaram os homens... elas tomaram a vulgaridade por igualdade...mas isso NÃO são mulheres. São subprodutos da sociedade patriarcal e do Sistema falocrático que dividiu a mulher em duas metades e portante há dois tipos de mulheres no mundo, e elas entre si mesmas se desentendem e agridem ou entram em confronto - basta ver como as mulheres francesas se ergueram  em defesa dos homens para acusar as mulheres americanas que se uniram quando  se sentiram assediadas e acossadas e tentam sobrepor-se a essa dominação masculina histórica e cultural ...enquanto isso acto contiguo as francesas vem justamente defender essa cultura patriarcal...Umas  obedecem a um novo padrão e as outras ao velho padrão, embora nem umas nem outras percebam onde se situa a cisão nem qual é de facto o centro - e isso confunde todas  agente, homens e mulheres, sobretudo os jovens, mas quem é a maior vitima é sempre a Mulher em si porque se trai  e se nega na sua essência que desconhece completamente. Por outro lado a falta de consciência de si enquanto mulher e da sua verdadeira feminilidade vai trazer ao homem o mesmo drama de inversão  como agora se anuncia na adopção de homens na moda masculina e a foto nos mostra...

...A mulher que vemos a actuar nos nossos dias e depois de  3 a 5 décadas, enfim talvez depois de meados do séculos passado,  que se expressa dessa forma agressiva sexualmente ou que  se impõe no mercado de trabalho e nas instituições públicas e privadas, incluindo a formada e com cursos superiores, é uma mulher que não se afirma na sua verdadeira feminilidade, mas actua apenas como sendo uma réplica do macho, é um ego masculino exibindo uma sexualidade deformada pelo conceito que o homem tem da mulher e que ela tomou para si; essa é uma mulher fácil, que se confunde com a prostituta... porque  desvirtuada da sua essência - porque sem alma - impelida pela força do imaginário masculino que a transforma  num ser coisificado, que a modelou durantes centenas de anos com  mil faces, todas fictícias...
Como as mulheres que vemos nos filmes, de um lado as mulheres fatais, vampes e ícones  e demoníacas, vampiras ou travestis dos homens e do outro as modelos dos estilistas gays, homossexuais, adoradores do espirito apolíneo, culto do efebo e do adolescente e que projectam na mulher a sua imagem que essa nada têm a ver com a verdadeira mulher. É essa mulher estereotipada e masculina, sem seios e sem ancas sem curvas... feita à imagem e semelhança do jovem apolíneo e que as mulheres jovens fazem esforços desesperados para se tornaram parecidas e que tantas são sacrificadas a  dietas e estéticas, um sofrimento brutal de jovens mulheres que se sacrificam a esse deus invertido e que poucas ou raras souberam ou puderam mais tarde  desenvolver as suas qualidades intrínsecas de um verdadeiro feminino, saindo desses palcos totalmente destruídas..
 É por isso que se torna imperativo para a mulher actual  antes de tudo o mais tomar Consciência da sua verdadeira natureza e da grandeza da sua ALMA, do seu poder interior e ancestral, que é um poder inato em cada mulher, e que a atingir esse cerne de si esse Ser Mulher Inteira, se pode tornar numa manifestação de poder de amor nas sociedades, através de valores reais do feminino essencial, o que significaria uma nova relação com o seu corpo e o seu sexo e o seu sangue, criando uma nova dinâmica com a Natureza viva, as árvores, as plantas, as flores, em suma, toda a flora e a fauna. Sendo a Mulher Inteira ela pode como amante e mãe, educar e organizar a vida toda e  a sociedade  de forma mais equitativa e justa e ajudar a distribuir as riquezas do Planeta sem olhar o lucro e a posse e fazer prevalecer o amor e o afecto, paz duradoira que só pode acontecer quando a mulher a tiver dentro de si assim como o homem e por isso mesmo se respeitarem mutuamente.
A Deusa na Mulher é o Princípio Feminino e os seus aspectos de harmonização e inteligência que faltam desenvolver e fazer actuar no Planeta para que possamos sair do caos actual de dominação absoluta de uma só polaridade em detrimento de outra....Sem estabelecer o equilíbrio dos polos opostos complementares dentro de cada indivíduo não haverá Obra realizada, nem Humanidade verdadeira!


Rosa Leonor Pedro In Mulheres & Deusas
(excerto - republicando)

Citação de “A TRAIÇÃO DO EU “ - ARNO GRUEN
autor de “A LOUCURA DA NORMALIDADE”

terça-feira, janeiro 16, 2018

OS ROMANCES DE CORDEL



UMA VIOLÊNCIA VERBAL DE PSEUDO ESCRITORES E ESCRITORAS...que vendem milhões de livros...

O SADO MASOQUISMO LITERÁRIO...

A Violência da pornografia VERBAL nos romances de cordel, ou o abuso da linguagem ordinária, do palavrão, que incita à sexualidade desabrida, gratuita, é gerada nesta confusão que são a perda de valores e de respeito  nomeadamente da mulher, e que se  torna num ataque à sanidade mental da pessoa humana são de uma violência enorme à integridade e liberdade de “escolha” baseada na sensibilidade da mulher; ela é ademais uma aviltação da mulher em forma de romance, na escrita destes “escritores” pop - homens e mulheres -, e que dezenas de mulheres cegas seguem fascinadas com a sua audácia, o seu vazio, a sua esterilidade, o seu ego, a sua obsessão fálica, a sua verborreia, a sua falta de ética e de estética, e sem a menor profundidade no que escrevem e que ataca de forma desabrida, indecente, sim, digo INDECENTE, DESONROSA, PARA TODAS AS MULHERES, as mães, as filhas, as irmãs e sobretudo as amantes…só é possível pela ignorância da própria mulher em se honrar, em se dignificar a si própria, em se dar valor, em se saber ao certo, em se realizar a partir de si …

A violência que nesta escrita "moderna" é feita à mulher e que ela aceita passivamente, deve-se à sua falta de consciência do feminino profundo, deve-se ao enorme vazio da sua vida, à sua falta de valor como ser humano, à falta de sentido que não encontra em si como pessoa, sobretudo como MULHER a não ser viver pelo homem, projectada no homem, projectada no filho e agora no sexo, no falo; e se assim não for ela acha que não vive, porque a mulher foi programada para obedecer e servir a deus, ao pai, ao marido e ao filho e agora vê-se inverter-se a sua situação de mulher legítima e séria… ou...de prostituta, e a ser “enaltecida” já não no altar, ou no bordel, mas exclusivamente na cama, como mulher-objecto: só pelo sexo, uma mulher degradada pela sexualidade mais abjecta para servir ao seu “deus falo”, baseado na sua anulação e na mais vil submissão, na mais completa sujeição “ao prazer” (sado-maso) anulando todo o seu ser na mera escravidão sexual aos padrões machistas e falocráticos, no marxismo consumista, que agora se destacam não só nos Mídea e Publicidade em geral como é o tema preferencial destes escritores pop-pornográficos, que são realmente uma chaga literária…
Esta geração rasca, realmente rasca, pensa que ter vergonha na cara, ter sensibilidade ou ser romântico, não é moderno nem comercial, e o que importa é Vender e comprar a todo o transe…e pensam que dizer todas estas barbaridades a qualquer preço e que dizem em nome da “mulher” do “amor” do “desejo” e até de “deus”…é o máximo…e é “arte”…ou literatura…de lixo!
Este é apenas LIXO tóxico ao cimo do Planeta, porque ele é mental e imoral e quase toda esta geração proveniente do Sistema mercantil e económico é a expressão máxima dos dias em que vivemos…
Prova-o a poluição verbal e a violência camuflada, o despotismo e a demência disfarçada de arte (de vómito) e literatura de cordel que enaltecem e que abunda por aí.

RLP

A REVOLTA DOS HOMENS...




DEPOIS DISTO TEMOS A REVOLTA DOS HOMENS...?

Denunciar o abuso e a violência doméstica, o feminicídio e agora o assédio sexual no trabalho e a nível não apenas das mulheres das classes mais desfavorecidas, empregadas e trabalhadoras e que andam de metro, tendo chegado ao escalão mais alto que é o mundo sofisticado do Cinema e dos Mídea que se focam nas mulheres mais "favorecidas" - pela fama, pelo dinheiro, pela beleza e pelo prestigio social - apenas...e que parecia manter-se intocável na sua ficção, a denuncia dessas mulheres do assédio e abuso por parte de homens poderosos da 7 Arte, está a causar um escândalo e a constituir uma ofensa para os homens...os homens em geral sentem-se muito ofendidos com esta suspeita gravíssima sobre a sua "impoluta persona" dominadora e falocrática... e recusam serem todos "porcos feios e maus"...
O facto é que durante seculos todas as mulheres foram suspeitas de serem potencialmente adulteras e sujeitas ao escrutínio masculino de serem "uma putas", todas, mesmo a mais recatada mãe ou esposa  esteve sujeita a violência verbal do marido e desrespeito por parte dos homens em geral e agora mal se fala em que todos os homens possam estar a ser sujeitos ao julgamento de abusadores e violadores, por assedio e abusos, por não só as dividiram em duas em duas espécies de mulheres, como  implicitamente as acusarem TODAS DE PUTAS,  todos se sentem agora muito ofendidos e se  indignam e revoltam...e até as mulheres suas devotas e servas os defendem ...mas o que é mais espantoso é que por elas mulheres serem abusadas condenadas e julgadas durantes séculos sem apelo nem agravo, nunca se revoltaram...?

Assim, depois do sucesso e união das mulheres do cinema americano em defesa da sua dignidade, vieram as mulheres artistas e intelectuais francesas defender o GLAMOUR  e a galanteria e o direito aos homens  de as IMPORTUNAR - ou seja:
aborrecer, enfadar, amofinar, atormentar, incomodar, inquietar, molestar, aporrinhar, assediar, azucrinar, chatear, infestar...
Sem duvida que esta é uma realidade secular, que durante décadas o flirt e a sedução estiveram muito perto assédio, que o poder dos homens e a sua arrogância masculina sempre os colocou numa atitude de direito e abuso...e o NÃO da mulher fazia parte do estimulo ou incentivo mesmo de conquista...Vamos ignorar isso??? E que só agora estará a ser posta em causa...porque a mulher adquiriu algum poder e visibilidade mas não podemos ignorar que porque o próprio feminismo ao pretender a igualdade de direitos a um nível muito básico fez mais depressa com que as mulheres se tornassem também apologistas de direitos iguais como andar de seios nus iguais aos homens de peito nu ou que defendessem uma liberdade sexual (ter amantes e aventuras sem consequência) e chamarem-se a si mesmas "vadias" e despirem-se em publico como forma de afirmação desses direitos iguais - afinal serem tão permissiva como os homens... e não terem logo percebido onde isto as faria chegar e é esta escalada de abusos e violação como reacção instintiva predatória que que elas pretendem branquear e dissimular sem perceber que são elas - que sem consciência alguma da sua verdadeira essência como mulheres -, desencadearam de algum modo esta ofensiva-assédio e abuso do macho predador que é apenas um macho - um animal que reage por instintos básicos também - ...e não querem ver que são elas muitas vezes que o suscitam com uma exposição e provocações desnecessárias do sexo e do corpo. Não, as mulheres não tem de ser putas nem freiras, não tem de ser sérias nem depravadas...não tem de ser honestas e fiéis...elas tem de ser apenas MULHERES COM DIGNIDADE.
Dizer tudo isto, por o dedo na ferida, no erro, será uma afronta para as feministas em geral, mas eu não vejo nenhuma liberdade nem dignidade nessa exposição das mulheres ditas emancipadas, tal como as FEMEN radicais e violentas que provocam o Status Quo exibindo-se nuas diante de lugares e pessoas que encarnam o Sistema... e que apenas geram um maior desrespeito e dessacralização do corpo da Mulher Mãe e Amante. 
De um lado portanto temos as feministas marxistas, sem qualquer dimensão do sagrado (sagrado não tem nada a ver com religião) e do transcendente (que nada tem a ver com "deus") e por outro temos as mulheres francesas, intelectuais e mentais, conservadoras, agora contra as americanas;  as clássicas senhoras da cultura francesa a defender a sua velha arte e cultura e os homens como suas aliadas...a  defender uma tradição e uma cultura que não passa de um Mito como nos diz a historiadora Michelle Perrot :


"A galanteria francesa é um mito de certo interessante mas também uma forma particular de dominação dos homens sobre as mulheres."



Tudo isto significa a profunda ignorância das mulheres de que vivem num Sistema Patriarcal e falocrático que sempre as tratou e considerou inferiores e objectos sexuais... e que a suposta emancipação das mulheres nada mudou e que esta ideia e mentalidade é própria do sistema em si, sendo a inferioridade e o uso-abuso da mulher uma ideia que prevalece na mente colectiva dos homens e erradicar essa ideia implicaria uma mudança total e completa de Paradigma...
rlp


segunda-feira, janeiro 15, 2018

AS IDEIAS MA(R)XISTAS...e feministas...

VERDADES QUE NÃO SÃO TOMADAS EM CONTA...

O marxismo carece de metafísica e de psicologia - e o feminismo também...

"A civilização é definida pelo direito e pela arte. As leis governam o nosso comportamento exterior, ao passo que a arte exprime nossa alma. Às vezes, a arte glorifica o direito, como no Egito; às vezes, desafia a lei, como no Romantismo.
O problema com abordagens marxistas que hoje permeiam o mundo acadêmico (via pós-estruturalismo e Escola de Frankfurt) é que o marxismo nada enxerga além da sociedade. O marxismo carece de metafísica – isto é, de uma investigação da relação do homem com o universo, inclusive a natureza. O marxismo também carece de psicologia: crê que os seres humanos são motivados apenas por necessidades e desejos materiais. O marxismo não consegue dar conta das infinitas refrações da consciência, das aspirações e das conquistas humanas.
Por não perceber a dimensão espiritual da vida, ele reduz reflexivamente a arte à ideologia, como se o objeto artístico não tivesse outro propósito ou significado além do econômico ou do político."


Camile Paglia

“a liberdade de importunar”?




"Catherine Deneuve é um ícone de beleza do século XX, lugar comum que não serei eu a contestar. Seja como princesinha (en)cantada, mulher de dupla vida ou musa fria, enigmática, fogo que arde sem se ver — dependendo do homem que a filmou/fotografou, e foram tantos e tão diferentes —, ela cristalizará como poucas esse objecto de desejo tão conveniente, tão aparentemente subversivo mas afinal conservador, tão útil na manutenção do status quo, que é a senhora-na-sala-puta-na-cama. Aquela mulher toda-imagem mas que se adivinha carnal, sem demasiada autonomia nem demasiada revelação, a que faz sonhar, excita, conforta, perpetua esse desejo. A que de certa forma existe em função do homem heterossexual, da imagem que ele tem de si enquanto conquistador. Ou seja, a que vive para ser eternamente desejada.

Talvez pouco disto corresponda ao que Deneuve é fora das câmaras, nem seria humano, nem é isso que está em causa. Falo de como as suas imagens públicas formam uma ideia de mulher, apurada pelo que escolheu mostrar e dizer, ou não mostrar e não dizer. Uma construção com décadas em que se enquadrou e foi deixando enquadrar.
E, de certa forma, o actual manifesto — que Deneuve não redigiu mas de que aceitou ser a cabeça-de-cartaz — é uma espécie de corolário de tudo isto. Deneuve é a prisioneira de uma moldura. Para sempre bela, e, até hoje, prisioneira. O que ela faz no manifesto é, ainda por uma vez, mais uma vez, servir o clichê da sedução masculina. Apaziguá-lo, dar-lhe alento neste tempo em que tudo o acossa. Dizer, com todo o seu lastro de musa-objecto: queridos homens, nós, que não vos odiamos, que gostamos de sexo, estamos convosco, pela liberdade."

Alexandra Lucas Coelho


Com o título "Defendemos a Liberdade de Importunar" 

Indispensável à Liberdade Sexual, a carta aberta agora criticada foi assinada por cerca de 100 mulheres, entre escritoras, artistas e académicas. No seguimento do escândalo de assédio sexual de Hollywood – que despoletou a denúncia de inúmeros casos, como o de Kevin Spacey –, estas defendem que "aquilo que começou como algo que dá liberdade às mulheres para falar alto se tornou o oposto" e que agora "intimidamos pessoas a falar correctamente" e "gritamos com aqueles que não se metem na linha". Falavam inclusivamente de uma "caça às bruxas".

Deneuve e 100 escritoras, artistas e académicas defendem que os homens devem ter “a liberdade de importunar”
Outras personalidades, como a actriz Asia Argento – que acusou Harvey Weinstein de a ter assediado sexualmente, na década de 1990 – expressaram também a sua opinião relativamente à carta aberta. Catherine Deneuve e outras mulheres francesas contam ao mundo como a sua misoginia interiorizada as lobotomizou de forma irreversível", escreve no Twitter. A ex-ministra francesa da Igualdade, Laurence Rossignol, usou a mesma plataforma para condenar a carta, falando da

MULHERES FRANCESAS ARTISTAS E ESCRITORAS...

ELAS DEFENDEM O DIREITO DOS HOMENS AS IMPORTUNAR: ou seja, aborrecer, enfadar, amofinar, atormentar, incomodar, inquietar, molestar, aporrinhar, assediar, azucrinar, chatear, infestar...

A seguir a essa carta das 100 artistas e escritoras vem a respostas das feministas francesas...a contrapor...

Resposta a Catherine Deneuve: "Os porcos e os seus aliados estão inquietos?"
Assinado por 30 activistas, a primeira subscritora é a feminista Caroline De Haas. O texto critica fortemente os argumentos defendidos por Deneuve e tantas outras personalidades. "Esta carta é um pouco como o colega constrangedor ou o tio irritante que não percebe o que se está a passar", defendem as activistas francesas. "Assim que a igualdade avança um milímetro sequer, almas bondosas alertam-nos imediatamente para o facto de que arriscamos cair em excesso", aponta ainda num tom sarcástico, alertando que todos os dias em França acontecem "centenas" de casos de assédio sexual e violação.
Em relação à questão do flirt, respondem: "As signatárias da carta confundem deliberadamente a relação de sedução, com base no respeito e prazer, com a violência"