O SORRISO DE PANDORA

“Jamais reconheci e nem reconhecerei a autoridade de nenhuma pretensa divindade, de alguma autoridade robotizada, demoníaca ou evolutiva que me afronte com alguma acusação de pecadora, herege, traidora ou o que seja. Não há um só, dentre todos os viventes, a quem eu considere mais do que a mim mesma. Contudo nada existe em mim que me permita sentir-me melhor do que qualquer outro vivente. Respeito todos, mas a ninguém me submeto. Rendo-me à beleza de um simples torrão de terra, à de uma gotícula de água, à de uma flor, à de um sorriso de qualquer face, mas não me rendo a qualquer autoridade instituída pela estupidez evolutiva da hora. Enfim, nada imponho sobre os ombros alheios, mas nada permito que me seja imposto de bom grado Libertei-me do peso desses conceitos equivocados e assumi-me como agente do processo de me dignificar a mim mesma, como também a vida que me é dispensada. Procuro homenageá-la com as minhas posturas e atitudes e nada mais almejo. É tudo o que posso dizer aqueles a quem considero meus filhos e filhas da Terra. “ In O SORRISO DE PANDORA, Jan Val Ellam

quarta-feira, agosto 13, 2003


A dimensão espiritual – já se admite – é constitutiva do ser humano e irredutível. Mas esta dimensão deve integrar-se adequadamente na vida da pessoa. Pois, caso contrário, se não for canalizada, ou é negada ou aparece sob formas patológicas. A proliferação de seitas, o fundamentalismo, são exemplos da incompetência em tratar do sagrado e em utilizar esta função renovadora para a alma humana. A nova antropologia, através do estudo das sociedades tradicionais, fez-nos tomar consciência de que era fundamental considerar as funções psíquicas que constituem os mitos, os ritos e os símbolos para compreender as nossas sociedades contemporâneas e como as suas irregularidades podem perturbar os comportamentos sociais.

FERNAND SCHWARZ, Antropólogo



DESINTEGRAÇÃO REGRESSIVA DAS ARTES


"Se olharmos para as pinturas contemporâneas, observamos um vazio aterrador, uma confusão avassaladora de forças agressivas e promonições obscuras, imagens de poderes explosivos e uma apreensão assustadora de maldição"

“Arcos e flechas foram “melhorados” e transformados em metralhadoras e, actualmente, os poderes de destruição nuclear alcançaram a proeza de desviar as energias do cosmo para o uso da agressão da estupidez humanas."


in "Os Fundamentos da Moralidade"

George Frankl

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