domingo, julho 23, 2017

por um verdadeiro feminino



A BELEZA CONTRA A MEDIOCRIDADE...


"Em “Natureza” estão presentes as descrições de vários elementos, numa poesia que coincide com a beleza elementar dos Haikus orientais. Deve-se, no entanto salientar que a poesia de Safo não foi originalmente concebida desta forma, uma vez que nos chega em estado fragmentário, pelo que a maior parte destes poemas faria parte de um texto poético de maiores dimensões. Mas a semelhança com a beleza das imagens e metáforas da poesia do extremo oriente é marcante, apesar da distância geográfica e da impossibilidade de haver, na altura, um contacto (a não ser remoto) entre ambas as civilizações, de forma a possibilitar a troca de elementos literários a este nível. A poesia de Safo vem assim demonstrar o carácter universal da sensibilidade a uma beleza de contornos puros, arquetípica.

“Quando a Lua se torna clara
ilumina a terra
e as estrelas em seu redor perdem o seu brilho”.


Safo, "O desejo"

Safo era uma excelsa poetisa, uma mulher de uma sensibilidade hiper-feminina, uma sábia e uma Mestra, considerada a 10ª Musa por Platão e igualada a Sócrates...

Chamar pois sáfica ou lésbica a uma mulher que se veste de homem à partida, que se nega como mulher e se comporta como um homem e que seduz as mulheres como um macho manqué… é descabido e abusivo para não dizer ignóbil…Enfim, é, no mínimo, de mau gosto, além de redutor da grandeza e elevação poética da Grande Musa …diria mesmo, ofensivo da... Arte e da Poesia, como é redutor colocar grandes autores como Virgínia Wollf e Marquerite Yourcenar, no gueto das prateleiras das livrarias com designação de género: “gay e lésbica”…um atentado à inteligência e à liberdade de SER ao serviço dos lobbies homossexuais e comerciais, como se fosse pornografia.

Recorrendo a essa estratégia de vendas para serem exactos hoje em dia, teríamos de incluir também os grandes autores, mesmos os maiores e mais representativos da arte de todos os séculos porque nenhum autor, escritor, escultor ou poeta, de grande calibre ou génio, desde Miguel Ângelo, Da Vince a Shakespeare, William Blak a Goethe, nenhum deles teve uma “persona sexual” definida…variando as suas principais personagens entre travestis, hermafroditas, viragos, andróginos etc..
Rotular um autor e ainda por cima um autor que fez uma época ou uma escola é um absurdo proveniente da obstrução feita à liberdade de ser e da expressão sexual e emocional do Ser humano, através de preconceitos milenares muito católicos e medíocres como os que perduram ainda no nosso tempo…
Grandes poetas da actualidade e de todas as nacionalidades ainda a traduzem…e outros poetas menores que ao longo dos séculos a traduziram e reinventaram…

- Na verdade, as mulheres que viviam nessa época, num período vincadamente apolínio e de rebaixamento da mulher a todos os níveis, social, político e histórico, o facto de haver uma mulher que ao contrário dos homens da época, que elegiam os efebos e o corpo do homem era o eleito e o único esculpido na arte, tal como faziam a apologia da guerra, e haver uma mulher a fazer poesia elegendo a vida e o erotismo entre as mulheres deveria ser um sacrilégio para os poderosos da época que em dado momento queimaram e destruíram toda a sua obra..

rlp


NÃO AO "TRANSFEMINISMO"

 PORQUE HÁ MUITO QUE AS MULHERES NÃO SÃO MULHERES, FALTANDO-LHES SER APENAS MULHERES AUTÊNTICAS E PARA DEFINIR GÉNEROS HÁ QUE SABER A MULHER...

Por essa razão querer eleger o "Transfeminismo" em defesa do Género, é um erro crasso e tomar esta premissa como verdadeira um erro brutal contra a Espécie humana;  e claro ele não existe senão como mais uma invenção dos homens ou mais uma "variante" da mulher fictícia que eles inventaram há muito e com a qual se identificam e travestiam da mesma forma como hoje preferem usar e comprar bonecas insufladas em vez de mulheres reais.
Ainda são os homens trans que se valem dessas falsas  "mulheres" fora do Sistema, essa "escória" (que se denigre a si própria) que são as mulheres  subprodutos do Sistema falocrático que as criou e despreza e que sobram para fora do Sistema mas que em vez de quererem SABER DE SI E SER MULHERES apenas....elas querem...ser trans...porque, dizem:

"O sujeito do feminismo “mulheres” nos parece pequeno, é excludente por si mesmo, deixa de fora as sapatonas, xs trans, as putas, as de véu, as que ganham pouco e não vão para a universidade, as que gritam, as sem papeis, as maricas…"

E eu digo sim, O FEMININO É GRANDE, é imenso, a mulher é imensa, elas é que não sabem pois o "feminismo radical" é que as transformou em pequenas, "IGUAIS AOS HOMENS"...e essas mulheres, todas elas, as do lado de fora da barricada e as que pertencem ao Sistema, ELAS NÃO REPRESENTAM O VERDADEIRO FEMININO.

ASSIM, tudo isto não passa de uma manobra do próprio Sistema para impedir as verdadeiras MULHERES de serem MULHERES! Porque o perigo para o sistema vem da Mulher Verdadeira, da Mulher profunda, das forças ctónicas e telúricas, do Sagrado Feminino e não destas "vítimas" do sistema patriarcal...que o alimenta na luta errática.

O Feminino profundo não vem nem tem nada a ver com essas caricaturas de mulheres, desses travestis, dessa cópia generalizada, antiga, dessa tragédia shakespeariana, que deu todas essas "personas sexualis" que reclamam "direitos" em vez de HUMANIDADE simples e total e um novo PARADIGMA SOCIAL.

SOU TRANSFÓBICA SIM, POR UMA VERDADEIRA HUMANIDADE!


rlp

sábado, julho 22, 2017

SER, SER HUMANO, MAS ANTES SER MULHER



Não se pode reduzir a Humanidade ao sexo...

A homossexualidade é apenas uma definição-conceito de algo inerente ao ser humano que vive na dualidade, posto que a alma não tem sexo...mas que a sociedade vigente patriarcal ao definir o ser humano como heterossexual exclusivamente, condenou a partida qualquer outra "versão" do mesmo. Independentemente da complementaridade dos sexos e da sua função biológica e alquímica, a dos opostos complementares a integrar, considero que até lá - até a consumação da OBRA, o Andrógino perfeito - somos todos seres duais à partida e essa dualidade humana (feminino-masculino - dentro e fora de cada individuo) manifesta-se e estende-se a todos os aspectos da manifestação, incluindo o sexo - e tal como diz F. Pessoa, podemos também dizer que "no amor o sexo é um acidente..."

Não, não se pode reduzir a Humanidade ao sexo...nem definir um ser humano pela sua "actividade" sexual...

O que aconteceu porém é que durante seculos a humanidade tendo sido regida por padrões redutores dessa vastidão de sentires, na busca de identidade e realização individual, e não tendo em conta nem a transcendência nem a androginia psíquica (não falo de hermafroditismo ou de seres que nascem com indefinição do sexo biológico - pois à partida não está definido um ou outro e quer os pais quer os médicos podem decidir como acham "melhor" e isso mais tarde pode não bater certo na psique da pessoa...portanto isto é deveras complexo), no fim, o Dogma judaico-cristão reduziu os seres humanos a uma só opção, proibindo e castigando qualquer outra variante e perseguio e matou ou torturou quem saísse da regra estabelecida. E é dentro da nossa concepção moral judaico-cristã, que esses conceitos prevalecem ainda, pois ignoramos as Civilizações mais sábias e antigas que entenderam esta questão com muito mais profundidade e sem o preconceito católico, do bem e do mal ou do pecado, que pela sua pregação reduziu o ser humano à reprodução com fins "lucrativos" para manter um sistema de controlo de produção e criação de "escravos" implícito em "crescei e multiplicai-vos."...e por isso não havia lugar para o prazer aleatório nem para a diversidade das pulsões sexuais, e assim a liberdade dos seres humanos ficou presa do dogma e impossibilitados de  poderem viver naturalmente de acordo com os seus apetites ou pulsões, paixões e desejos...sem conceitos nem tabus, sem perseguições!

É claro que nos dias de hoje na luta pela afirmação das minorias se tem enfatizado demasiado a liberdade do sexo e se empolou a questão que no extremo se tornou uma deriva e agora afirma-se como causa primordial não só a sexualidade como  essas "diferenças" e não é isso que esta em causa, digo o sexo em si, mas o Amor ou a falta dele que tem tudo a ver com a falta de um verdadeiro feminino no mundo...

Considero para todos os efeitos o par heterossexual como o par legitimo à reprodução da espécie, nem resta até hoje outra alternativa, e espero que nunca haja...mas não faço a sua apologia como não faço a apologia da homossexualidade, mas sim de uma androginia psíquica de cariz espiritual, uma completude, pela integração dos dois em Um. E isso pressupõe uma evolução de consciência que não existe no individuo comum.

Seja como for eu defendo que antes de tudo urge e é preciso que a verdadeira Mulher acorde na mulher  pois só há uma forma de se saber o que é um género quando a mulher for integral e não esta metade que são todas as mulheres divididas secularmente entre a santa e a puta o que deu e criou muitos distúrbios e aberrações ...e claro vivemos hoje com esta ciência macabra um desvio brutal de tudo o que é simples e natural e já nada é humano...As mulheres não sabem quem são e os homens há muito que estão perdidos e confusos...e esssa confusão gerou todos estes equívocos e por fim aberrações...

A única saída para a nossa Humanidade está no Feminino a INtegrar e na consumação dos polos opostos dentro de cada individuo, homem ou mulher assim nascidos, biolgicamente...as opções sexuais e outras que o individuo possa fazer nõa define o SER HUMANO, desse modo para mim e não há géneros...mas apenas seres humanos a construir e em evolução.

Mas sem duvida que "São mulheres individuais, conscientes, que devem guiar o caminho. Isso é muito difícil para os homens - tão perigosamente expostos, nesta era, à possessão pelo intelecto, pela tecnologia, ou por sua feminilidade inferior desintegrada -, descobrir o sentido de eros sem essa mediação de mulheres verdadeiras que não apenas vivem essas coisas instintivamente, mas "sabem que sabem".


rlp

O FEMININO E O MASCULINO DENTRO...

Quando hoje em dia se fala do masculino e do feminino como duas forças ou energias em cada pessoa há que ter em conta a enorme desproporção entre as qualidades "activas" (devia dizer passivas) do feminino e do masculino na sociedade actual que é enorme e dai o feminino estar em franca desvantagem psíquica...e cultural na nossa sociedade, apesar da pretensa igualdade de direitos etc. o que tem gerado dramas e conflitos de toda a espécie a ní...vel das personalidades.
Digo isto pelo exaustivo trabalho de décadas ou séculos de conhecimento filosófico e cientifico baseado apenas no hemisfério masculino, o lado racional e logico, em detrimento das qualidades do feminino (no homem e na mulher que o representa à partida)... Dai, a meu ver, haver uma necessidade URGENTE de ajuste na mulher acerca do seu real feminino (feminino instintivo e intuitivo - que só alguns artistas desenvolvem) uma vez que ela se tem servido quase exclusivamente do hemisfério masculino, o esquerdo, na afirmação do seu ser dentro deste Sistema Patriarcal que apagou as qualidades do intrinsecamente feminino (lado direito) há muito e de que o homem também sofre terrivelmente a sua perda nos dias de hoje ...
rlp

de repente...



(...)
De repente
Os olhos negros
De uma mulher velada
A quem apelo
Mudamente me guiam
Na confusão do medo:
Seguem-me de longe
Amorosamente
Preocupam-se comigo
Quando chego ao meu destino
Ela me acena de longe
Meu anjo de olhos tristes
Minha mãe desconhecida
Minha amiga intocável

ITINERÁRIOS - ANA HATHERLY



"A Deusa foi violentada quando devia ser honrada. Foi insultada quando devia ser adorada. Foi paciente quando podia ter sido enérgica. Mas alguma coisa mudou.

...Ela nascerá através de nós, e seremos nós a determinar se o seu reaparecimento será violento ou se, pelo contrário, será doce e amigável. Ela está aqui. Não há maneira de a fazer recuar. Mas a forma como ela se vai manifestar é escolhida por cada uma das mulheres e, em certa medida, por cada um dos homens. Em meu entender, este é o sentido da libertação da mulher: a mulher que existe dentro de nós e as mulheres à nossa volta devem libertar-se da mentalidade grotesca e degradante que ainda é dominante e que considera o feminino como coisa fraca e sem valor, que não é necessário escutar e que não é importante o amor."

in O VALOR DE UMA MULHER
Marianne Williamson

sexta-feira, julho 21, 2017

SEM MÃE NÃO SE VIVE NEM SE MORRE...



A MORTE DA MÃE,
A GRANDE FERIDA DA HUMANIDADE

É A FERIDA DA MULHER, a ferida da Alma do Mundo, é o que impede as criaturas, todos os seres em geral, que não são amados por uma Mãe dignificada e amada, de atingirem uma maturidade e um equilíbrio que só o amor maternal pode dar. E não me venham falar da importância dos pais, pois eles só se tornaram importante numa sociedade patriarcal e por toda uma psicologia de homens que no fundo anseiam a Mãe e até desejariam ser mães…e voltamos atrás à inveja do Útero e dos seios… e não a inveja do pénis como Freud inventou.
No fundo É o Mistério da Mulher, o Mistério da Vida e da Natureza em que eles ocupam um pequeno papel, que os faz enfatizar e relevar o amor do pai e tudo anda à volta do Pai e do Filho sem ver que a Mãe, sem querer ver que a Mãe, é a nutridora por excelência e que se ela falha, falha tudo na vida de um ser à partida, pois esse amor e cuidado maternal é fundamental para o desenvolvimento afectivo e humano da criança, tal como durante o período de gestação acontece que ele depende da placenta para viver. Depois de nascer a criança precisa da pele e do corpo e do cuidado da mãe para se equilibrar. É evidente que há mulheres que parem ao acaso e que estão perdidas e são tudo menos mulheres, como há homens pais que podem amar os filhos por posse e desejo de terem um filho, uma identificação narcísica...mas à partida  toda a criança precisa da mãe para sobreviver como ente...caso contrário torna-se um doente, como quase todos os humanos que renegaram a mãe - como é o caso dos islâmicos, nomeadamente...
(republicando)
rlp

O PRIMEIRO OBJECTO DE AMOR É A MÃE

"O primeiro objecto de amor para mulheres e homens é a mãe; mas no patriarcado, o filho tem de rejeitar a mãe para ser capaz de dominar a esposa como "um homem ...de verdade" - e a filha deve traí-la para se "submeter a um homem". Na sociedade matriarcal, esse duplo fardo de traição biológica e espiritual não ocorre. Tanto para as mulheres quanto para os homens, existe uma estreita identificação com o grupo coletivo de mães, com a Mãe Terra e com a Mãe Cósmica. E, como os psicanalistas continuam a repetir, essa identificação é propícia à bissexualidade em ambos os sexos. Mas a homossexualidade em homens tribais ou pagãos não se baseava na rejeição da Mãe, ou da mulher, como na cultura patriarcal; era baseada no amor de irmão, irmão-afinidade, como filhos da mãe. E o lesbianismo entre as mulheres não se baseava no medo e rejeição dos homens, mas no desejo da filha de restabelecer a união com a Mãe e com sua própria feminilidade. O coletivo de mães, identificado por filhas e filhos, era formado por mulheres fortes, criativas, produtoras, sexualmente livres e visionárias. E assim o ideal da feminilidade, para ambos os sexos, não era a submissão forçada e estúpida dos oprimidos, como na cultura patriarcal."


Do livro A Grande Mãe Cósmica de Mónica Sjoo e Bárbara Moor

quinta-feira, julho 20, 2017

ESTAS NOTICIAS SÃO PROIBIDAS NA EUROPA

UMA MULHER GRÁVIDA,
VIOLADA E MORTA POR UM REFUGIADO MUÇULMANO.


Esta notícia foi censurada no Facebook,
 .

O SINAL DOS TEMPOS...

QUANDO A LIBERDADE DA MULHER SE FAZ SENTIR E SE TORNA UMA "AMEAÇA" PARA O SISTEMA, ACENTUA-SE A VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES ONDE QUER QUE ELAS SE MANIFESTEM...

"O sinal dos tempos é sempre um aumento de violência contra os mais fracos, as crianças e as mulheres. E de facto a violência contra as crianças e as mulheres está em crescimento em todas as partes do mundo. Só nos EUA são violadas, todos os dias, quase 1900 mulheres e crianças. Uma em cada oi...to americanas torna-se vítima de violação. É esta a extensão do desprezo pelo amor e a maternidade.
Reconhecermos esta violência como desprezo pelo amor é um primeiro passo para delimitarmos o desprezo. Esta luta tem de ser conduzida a partir de uma posição moral, pelo reconhecimento do sofrimento e não apenas pela punição. A punição como fim em si não passa, por seu lado, de uma expressão de violência. "


A IDENTIFICAÇÃO COM O AGRESSOR...

"A necessidade de apenas punirmos a violência, mas não a vermos na dimensão da sua inserção na globalidade da nossa existência social, é por seu lado expressão da identificação com o agressor. Nesse caso, procuramos apenas uma vítima, e não o malfeitor propriamente dito, o qual só pode ser reconhecido no círculo vicioso da obediência e do ódio a que este conduz. No fim temos de ver o que fazemos uns aos outros. Só aí é que se abrirão os nossos corações. Não são as ideologias políticas que nos farão sair deste impasse, mas a tentativa de sermos, sempre de novo, sinceros connosco próprios."
*
IN FALSOS DEUSES DE ARNO GRUEN

domingo, julho 16, 2017

UMA MULHER QUE "SABE O QUE SABE"



"São mulheres individuais, conscientes, que devem guiar o caminho.
Isso é muito difícil para os homens - tão perigosamente expostos, nesta era, à possessão pelo intelecto, pela tecnologia, ou por sua feminilidade inferior desintegrada -, descobrir o sentido de eros sem essa mediação de mulheres verdadeiras que não apenas vivem essas coisas instintivamente, mas "sabem que sabem".



Existe uma carta escrita por Jung a Aniela Jaffe em 1947, que ilustra belamente o valor, para um ...grande homem, do sentimento receptivo de uma mulher que "sabe que sabe". Isso foi escrito em resposta a uma carta dela, na qual falava, evidentemente, do ensaio sobre .a Trindade. Ele escreve: Agradeço de todo o coração sua resposta ao meu "Trindade": não poderia imaginar resposta mais bonita. É uma reação "total" e teve um efeito "total" sobre mim. Você imaginou perfeitamente o que eu tinha imaginado em meu trabalho. Tornou-se novamente claro para mim, em sua carta, o quanto se perde quando não se recebe nenhuma resposta ou nem um mero fragmento, e que alegria é experimentar o oposto - uma ressonância criativa que é, ao mesmo tempo, uma revelação do ser feminino. É como se um vinho - que à força de muito trabalho e suor, preocupação e cuidado, se torna finalmente maduro e bom — fosse despejado numa caneca preciosa. Sem este receptáculo e aceitação o trabalho de um homem permanece como uma criança delicada, seguida por olhos duvidosos e solta no mundo com ansiedade interior. Mas quando uma alma se abre ao trabalho, é como se uma semente fosse colocada em terra boa, ou como se os portões de uma cidade fossem fechados à noite para que ela goze de repouso mais seguro. Ao ler essas belas palavras, como parece horrível a atitude dessas mulheres que estão tão ocupadas fazendo coisas e exigindo seus direitos, pessoal ou coletivamente, que rejeitam essa "caneca preciosa", o Graal do ser feminino que recebe o vinho do mistério para que muitos possam beber no tempo devido."


Via Kesller Campos

sábado, julho 15, 2017

QUE MULHER OS HOMENS FABRICARAM


O ÓDIO AO QUE HÁ DE MAIS FEMININO...


- Michel Onfray, um popular filósofo francês, vê nas religiões monoteístas um entrave à ciência, à ética e à política...

Diz ele: “As mulheres encarnam o desejo sem limites, e os homens temem não poder satisfazê-las. Aos olhos deles, o feminino das mulheres surge como uma reprovação potencial, desencadeia um processo de castração contra o qual os homens se rebelam. Eles não toleram as mulheres senão quando já mataram o que há de feminino nelas e as reduziram a seu status de esposa e mãe.

Nesses dois estados, a sexualidade feminina deixa de ser perigosa: confinadas à casa, pertencentes a um macho, reduzidas a assegurar a educação das crianças no lar, com uma jornada dupla de trabalho, elas não têm mais tempo ou oportunidade de ter desejo imperioso. São essas angústias de castração sublimadas que geram a codificação religiosa. E o monoteísmo é insuperável no ódio ao que há de feminino na mulher e na celebração da virgem ou da esposa que gera filhos”



OS LIMITES DO SEXO?
OU OS LIMITES DA INSANIDADE?


Estava a refletir sobre a falsa imagem da mulher sobrevalorizada pelo sexo num excesso e demência dos sentidos, exacerbados por uma especulação cultural e libertina de fim (princípio) de século que dá a imagem da mulher super sex e capaz de engolir trinta machos por dia e como a própria mulher se expõe e dispõe a esse papel degradante na sua pele, quer nos filmes pornográficos onde a mecanização e a aviltação se misturam no mais gratuito dos intuitos ou na mais abjecta das prostituições do corpo corrompendo as leis do desejo natural e a beleza da intimidade gerada no amor, quer nos filmes ditos de qualidade em que a promiscuidade visual apesar de mais cuidada é igualmente abjecta. E chamar amor a essa adição ou alienação do ser, homem ou mulher, em função de um acto primário e básico que só o amor transforma, é pura violência psíquica e emocional para quem porventura se sujeita a ler ou ver a expressão da maior aviltação do ser humano no ecrã ou na "literatura"...

Chamar arte ou poesia à pornografia, chamar liberdade à insanidade e à promiscuidade, amor a um mecanismo igual ao dos animais, (estes bastante mais naturais!) expandi-los para os outros de forma ostensiva não passa de aberração e falta de dimensão verdadeiramente humana, ou falta de consciência (ou experiência) do verdadeiro prazer...

A mulher que o cinema e a moda projecta, mesmo no cinema de elite, não passa de um instrumento usado para instintos e intuitos os mais baixos e puramente comerciais; a mulher serve exclusivamente a imagem que o realizador ou o estilista projecta dela, o seu imaginário do feminino, a sua ficção da mulher. E o mais grave é que é a partir desse imaginário redutor e deturpado do homem que ficciona a mulher dos seus sonhos ou dos seus pesadelos, que a mulher comum vive, traindo a sua verdadeira natureza! E não se importa de ser ninfomaníaca, prostituta, sedutora, mulher fatal e submeter-se a toda a espécie de cenas degradantes para ser estrela e ganhar o Óscar... O "cinema" impôs (ou revela) uma sexualidade à mulher que não é a dela!

Que o homem use a mulher como sempre o fez e a faça fazer os papéis que ele quer ou sonha, que seja seu agente ou gigolô eu estou habituada, mas que seja a própria mulher a por na sua boca e no seu estilo o imaginário masculino isso a mim custa-me. Sim custa-me que a Mulher se reveja em imagens deformadas da sua feminilidade.

Custa-me que a mulher aceite a degradação do seu ser, que desconheça a sua essência e ache normal haver prostituição...e travestis  e transsexuais!

Custa-me que todos os dias as mulheres na rua na sociedade na telenovela e óbviamente no cinema seja a inimiga da "outra" e a destrua é uma luta antiga e estúpida de um Mundo fracturado em duas metades em que o homem é o dono e senhor há séculos. Que as mulheres perpetuem esse estado de coisas é que me indigna. Que não tenham consciência da sua divisão interna e externa e vivam coladas a ídolos do cinema (do grego: "figuração de uma falsa divindade") deixa-me perplexa e assustada.

rlp







JÁ NÃO ESTOU A ESPERA



A Vida na meia-idade

Já não estou à espera de uma ocasião especial; queimo as melhores velas em dias normais.
 Já não estou  à espera que a casa seja limpa; eu encho-a de pessoas que entendem que até o pó é Sagrado.
Já não estou  à espera que todos me compreendam, esse não é o sua papel....
Já não estou à espera de crianças perfeitas. Os meus filhos têm os seus próprios nomes que ardem tão intensamente como qualquer estrela.
Já não estou à espera que de dar o outro passo e cair, já o dei e cai, e sobrevivi.
Já não estou  à espera do tempo certo; o tempo é sempre agora.
Não estou mais à espera do companheiro que me vai completar; estou grata por eu ser tão calorosa e terna.
Já não estou à espera de um momento calmo; o meu coração  fica em paz sempre que o chamo.
 Já não estou  à espera que o mundo esteja em paz, eu alcanço e respiro a paz dentro e fora de mim.
Já não estou  à espera de fazer algo grande, basta-me estar desperta e carregar o meu grão de areia, isso é suficiente.
Já não estou à espera de ser reconhecida, sei que danço num círculo sagrado.
Já não estou à espera de Perdão.
Eu acredito, eu Acredito.




Autor: Mary Anne Perrone
Irmandade de mulheres selvagens

quarta-feira, julho 12, 2017

SÓ A ALMA ELEVA...



Como hei-de segurar a minha alma para que não toque na tua?
Como hei-de elevá-la acima de ti, até outras coisas?
Ah, como gostaria de levá-la até um sítio perdido na escuridão até um lugar estranho e silencioso que não se agita, quando o teu coração treme.
Pois o que nos toca, a ti e a mim, isso nos une, como um arco de violino que de duas cordas solta uma só nota.
A que instrumento estamos atados?
E que violinista nos tem em suas mãos?
Oh, doce canção.

Rainer Maria Rilke

segunda-feira, julho 10, 2017

VEM A TONA...




"O feminino é a consciência Integral à beira da evolução do corpo e da mente de uma mulher. Pode-se dizer que ela é uma manifestação da consciência evolutiva, encarnando o desenvolvimento com um sabor especial feminino. Na medida em que ela está consciente, na medida em que ela aprende e se desenvolve, ela tem a capacidade inata de se expandir e abrir em uma identificação cada vez maior com todas as coisas."

"A iluminação não é limitada pelo tempo e espaço, mas, paradoxalmente, é realizada através da consciência que ocorre em nosso tempo e lugar, nesta cultura, e sob essas condições em que a pergunta "o que é o feminino Integral?" vem à tona.



Diane Hamilton Musho

como olhos em brasa



"O que te escrevo não vem de manso, subindo aos poucos até ao auge  para depois ir morrendo de manso.
Não: o que te escrevo é de fogo como olhos em brasa"

Clarice Lispector

A NOVA PROSTITUIÇÃO


O PREÇO DE UMA CRIANÇA...
uma nova forma de prostituição das mulheres pobres de leste...

"Quem são essas mulheres que aceitam "emprestar" a sua barriga?

São mulheres pobres vindas dos países do leste, da Bulgária, da moldávia e, por vezes, das mães sós que estão a tentar escapar-se. Inicialmente, elas vinham para a Grécia, em Atenas, para ocupar postos de ajuda ao domicílio para os idosos, para as ajudas domésticas e para as amas. Com a crise, a média burguesia grega parou de ...usar estas mulheres e muitos ficaram sem dinheiro. Esta prática apresenta-se então como a única solução. Primeiro, começam por dar os seus óvulos e quando não é suficiente ou são muito velhos, eles continuam a alugar o seu útero. São reformadas e recrutadas assim pelos médicos. Anteriormente não havia, ou poucos gregos, que aceitavam ser barriga de aluguer, pois o peso da religião e da família ainda é muito pesado, mas com a crise, cada vez mais mulheres aceitam."


OS FILHOS SEM MÃE...
E AS "MÃES" POR CATÁLOGO...e com contrato!


O HEROI DA BOLA PORTUGUÊS - o "macho lusitano" culto  da nação futeboleira...e o filho por encomenda.


O jornal britânico Daily Mail fornece inúmeros pormenores sobre o processo de conceção das crianças, que como se sabia até então, foi realizado através de uma barriga de aluguer.
Segundo a publicação, o primeiro passo foi escolher uma das muitas agências que existem na Califórnia, onde este tornou-se um negócio de milhões, pelo facto das leis serem muito favoráveis aos candidatos. Neste estado, pessoas solteiras podem recorrer ao processo, ao contrário de outros locais, como Espanha ou Inglaterra.
Na Califórnia uma agência pode receber 135 mil euros para a conceção de gémeos, dos quais 39 mil vão para a mulher que se prontifica a engravidar. Ao que tudo indica, Cristiano deverá ter escolhido uma dadora de óvulos, que normalmente recebe 6700 euros. A escolha varia entre milhares de mulheres presentes num catálogo. O esperma foi do próprio craque tendo em conta as claras parecenças entre Cristianinho e o jogador, coisa que também deverá ter acontecido com os gémeos.
Para além disso, duas mulheres estiveram envolvida no processo: uma para a doação de óvulos, outra para a gestação. A ideia é que nenhuma delas crie laços de afetividade com as crianças.
Antes do embrião ser implantado, Ronaldo e a pessoa responsável pela gestação assinam um contrato com todas as responsabilidades a serem cumpridas por ambas as partes.
O jornal adianta ainda que a mãe deverá ser mexicana.

in noticias do minuto

domingo, julho 09, 2017

UM RETROCESSO CIVILIZACIONAL


Ronaldo: comprar “filhos” é imoral

07 jul, 2017 • Opinião de Henrique Raposo


Será que Ronaldo pagou IVA pelos filhos? Não, não se riam, porque o caso não é para rir. Se Ronaldo pagou uma fortuna à barriga de aluguer e se pagou outra fortuna à clínica, então estas crianças foram de facto adquiridas mediante o pagamento de alguns impostos.
Milionários como Elton John e Cristiano Ronaldo compraram os seus filhos no mercado das barrigas de aluguer. Esta é uma prática imoral, aliás, é um retrocesso civilizacional, porque devolve o ser humano à categoria de bem transacionável, retira ao ser humano o seu carácter sagrado, inviolável e não comercializável, transforma a vida humana em algo equivalente ao carro de luxo. Isto devia ser dito de forma clara por um coro indignado de milhões, mas não se ouve nada, nem um pio, nem uma hashtag, só alguns colunas de opinião dispersas. Não se percebe o silêncio. E não se percebe a forma como o debate tem sido introduzido na sociedade. Fala-se dos "afectos" da pessoa que quer muito ser pai; diz-se que essa pessoa tem "o direito a ser pai". Não, não tem. Ser pai ou mãe não é um direito, muito menos um direito natural. O que é de certeza um direito natural de todos os seres humanos é a garantia de que não podemos ser tratados como produtos submetidos às regras da oferta e da procura. Não pode existir um mercado para seres humanos. E, apesar de estar mascarado pelos "afectos" e pelo Instagram, este é um mercado de bebés humanos. Repare-se que nem sequer falo da separação atroz entre bebé e mãe, ou seja, nem sequer estou a invocar o direito à mãe de todas as crianças. Julgo que já estamos numa fase mais grave e profunda do debate: como é que em 2017, século e meio depois de Lincoln, a sociedade ocidental aceita que seres humanos adultos e vacinados transformem outros seres humanos em bens que podem ser comprados num circuito de fabricação, comercialização e lucro?

E será que Ronaldo pagou IVA pelos filhos?
Não, não se riam, porque o caso não é para rir. Se Ronaldo pagou uma fortuna à barriga de aluguer e se pagou outra fortuna à clínica, então estas crianças foram de facto adquiridas mediante o pagamento de alguns impostos. Em 2017, bebés humanos geram lucros e impostos. Não é caso para rir, talvez seja caso para chorar.

Tão ou mais chocante do que o acto em si tem sido o silêncio acrítico da sociedade.
Ronaldo ficou à espera de duas crianças da mesma forma que nós ficamos à espera de dois DVD encomendados na Amazon, mas não houve "ondas de choque" nem hashtags de indignação. Ronaldo encomendou crianças da mesma forma que encomenda fatos no alfaiate ou carros no stand, mas não houve "polémica"; as redes sociais não se "incendiaram", como agora se diz. Se as hordas da net não se insurgiram, as figuras da elite também não. Onde é que estão os intelectuais e políticos que ganham a vida a criticar os "ricos"? Aqui está uma situação em que a riqueza é mesmo sinónimo de impunidade, aqui está um caso em que o dinheiro coloca o milionário literalmente acima do bem e do mal; aqui está uma situação em que a riqueza cria de facto uma esfera amoral onde não se fazem perguntas morais ("será legítimo fazer isto?") e onde só se fazem perguntas materiais ("é possível fazer isto? Se sim, quanto é?"). Onde estão os indignados do costume?

E onde é que estão os autoproclamados defensores das crianças e os pediatras famosos? Aqui está uma situação em que o superior interessa da criança é rasgado. Para terminar, onde estão os constitucionalistas, os professores de direito, os intelectuais públicos, os senadores, os comentadores, os teólogos? Como dizia há pouco, aqui está uma clara violação da sacralidade da vida humana.

Este e outros silêncios revelam um deserto amoral. Nós, enquanto sociedade, estamos moralmente desarmados. A sociedade pós-moderna não tem ferramentas mentais e morais para se reconstruir, para reconstruir a decência, para desenvolver um discurso que contemple o certo e o errado, a decência e a indecência. Durante décadas, a linguagem e os raciocínios morais foram atacados e retirados do espaço público. Só se aceitava a argumentação técnica (que é amoral por natureza) ou o discurso cínico e engraçadista (que também é amoral por natureza). O resultado está à vista: a sociedade nem sequer conhece as palavras necessárias para se insurgir moralmente contra a comercialização de seres humanos

quinta-feira, julho 06, 2017

OS MONSTROS DE CULTO




OS FILHOS DO PAI...ou filhos da put...que os pariu a eles?

CRIANÇAS COMPRADAS A "BARRIGAS DE ALUGUER" - um crime legalizado em sociedades degeneradas e sociopatas que fomentam o nascimento de crianças sem Mãe...
Crianças nascidas já como mercadoria - sem elos nem laços às mães, sem serem amamentadas - estas crianças sendo privadas de Mãe à nascença serão profundamente afectadas a nível celular e psicológico, e nenhum dinheiro do mundo lhes pagará essa falta...
rlp


TEMOS DE TER EM CONTA QUE "O nosso subconsciente é programado pelas nossas primeiras experiências com a nossa mãe e como fomos criados. A medida em que nos sentimos nutridas/os e incondicionalmente amadas/os determina a forma como as impressões da nossa mãe se traduzem numa sensação de proteção, segurança e confiança no ser, na vida e em poderes superiores, ou não.
Quase todos carregam feridas relacionadas com as suas impressões de maternidade precoce. Nós experimentamos essas feridas como pessoais, mas de facto são geracionais e culturais. A nossa mãe passou para nós o que foi passado para ela, e assim por diante por um longo, longo tempo. Essas impressões dizem respeito à programação cultural em relação ao valor e ao poder de ser mulher. A nossa cura, neste momento, não é a culpa das nossas mães ou de nós mesmos, mas percebermos que temos a oportunidade de libertar a programação baseada no medo que suprimiu o feminino, as mulheres, as emoções e, de facto, toda a humanidade por muito tempo." Guru Rattana

“Detrás del aura de felicidad que muestra Elton John, hablando de los bebés y de una noción de familia moderna, hay una industria que compra y venta de bebés que son diseñados para satisfacer las necesidades de los países ricos”, esta es la principal conclusión de una comisión de expertos suecos después de investigar, a petición del Gobierno, los vientres de alquiler.
“Desde hacía años se sabía que algo en la maternidad de alquiler no estaba bien”, se recoge en el informe, y es que en este tipo de prácticas, reguladas sin ningún tipo de pudor por Naciones Unidas, “la madre es considerada como la nada, pues ni siquiera tiene el derecho a ser llamada mamá y todo responde a los deseos del comprador”.
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Por ello, la investigación pone de manifiesto la necesidad de prohibir toda forma de maternidad sustituta, sea comercial o no, incluida la publicidad de estos, a pesar de ser una fórmula apoyada por el lobby gay y homosexuales de renombre mundial como Elton John.
El caso del “Bebé M”, cuya madre se vio obligada a entregar a su hijo entre lágrimas a un millonario japonés que había ordenado su compra dentro de un paquete de 16 niños que adquirió en varios hospitales de Tailandia, es uno de los ejemplos que cita The Guardian, donde se ha publicado el informe sueco.



En el artículo, titulado “Cualquier tipo de maternidad subrogada es explotación”, se destaca que en los vientres de alquiler se da la “verdadera mercantilización de la vida humana que mediante un clic, elige la raza y color de ojos; paga, y puede obtener al niño”.
Hay madres obligadas a abortar después de que los compradores conocen que los niños tienen algún tipo de malformación
Algunos de casos más terribles que se dan terminan con las madres obligadas a abortar después de que los compradores conocen que los niños tienen algún tipo de malformación o que son más de uno, y el cliente exige que se aborte a todos menos a uno.

Fábricas de niños

Pero el asunto pasa de castaño oscuro cuando el informe se centra en los casos de la fábricas de niños, en especial en Nigeria, donde se las conoce como “baby factory”. La periodista Milena Castigli sacó a la luz la realidad que se vive en el país africano donde miles de mujeres son esclavizadas para proveer hijos a parejas ricas, tanto heterosexuales como homosexuales.
La periodista italiana habla de jovenes mujeres  que “son secuestradas, segregadas, violadas durante meses y utilizadas como incubadoras para los recién nacidos, que serán después vendidos al extranjero para fines desconocidos”.
“Las denominadas fábricas de niños no son más que chozas donde decenas de mujeres y chicas muy jovenes viven abarrotadas como ganado, las tienen escondidas en secreto hasta el momento del parto, con torturadores pagados por poderosos grupos criminales locales. ¿Qué ocurre con estas madres después del parto?, no se sabe. ¿Y con los niños? Tampoco”, denuncia Castigli.



Muchos de ellos son “colocados” como mercancía dentro del circuito de las adopciones internacionales y “vendidos a un alto precio a las parejas heterosexuales u homosexuales. Sin embargo, de muchos otros se pierde la pista y existe el temor de que son usados para la venta de órganos o utilizados para la pornografía infantil”, alerta la periodista.
Emanuele di Leo, Presidente de Steadfast (una organización sin ánimo de lucro que opera desde hace años en Nigeria junto a los más pobres) explica que los compradores “son occidentales que tienen problemas de fertilidad, tanto parejas heterosexuales como homosexuales, aunque también hay nigerianos ricos que buscan perpetuar su propio patrimonio genético”.

¿A qué se debe el silencio sobre esta atrocidad?

“Esta nueva frontera de explotación sexual es una práctica abominable que se salió a la luz hace unos meses pero lleva años vigente, con el silencio cómplice de muchas personas que no han denunciado la situación”, denuncia la nota de la periodista Castigli.
“En uno de estos lugares se encontraron 32 mujeres embarazadas encadenadas a la pared como vacas en un establo”
Y es que se calcula que el valor de un recién nacido “subrogado” oscila entre los cuatro mil y los diez mil euros. Un valor que, unido a la venta en el extranjero de cientos de mujeres para convertirse en “madres subrogadas”, convierte a este negocio en uno de los más lucrativos.
En los últimos años han sido descubiertas, sólo en Nigeria, al menos 20 fábricas de niños en las que las chicas son aprovechadas durante los embarazados para acabar después no se sabe cómo.
“En uno de estos lugares infernales descubiertos por la Policía, se encontraron 32 mujeres encadenadas a la pared como vacas en un establo, por supuesto, todas ellas embarazadas, finaliza la denuncia de Castigli.

AS BORREGÃS dos reis são agora as barrigas de aluguer dos ricos

Davam a mãe para serem filhos do CR7


As "barregãs" que viam o filho reconhecido pelo rei, eram recompensadas "pelo uso do seu corpo" (a expressão é mesmo esta), e os infantes criados na corte, educados com todos os privilégios que o divino sangue paterno ditava. Soa familiar?

Sei que é politicamente incorreto dizê-lo, mas indigna-me o aparente consenso com que as pessoas acolhem o "episódio" Cristiano Ronaldo e os gémeos, aceitando alegremente a versão de que foram gerados por uma barriga paga a preço de ouro. Como se não houvesse nada de chocante em que as crianças fossem entregues como se não passassem de um qualquer gadjet, encomendado pela internet, e que se espera ansiosamente tenha a nossa cara. Como se, em sendo verdade (e elas aceitam que sim) não houvesse nada de especial em mandar fabricar crianças propositadamente órfãs de mãe, exibindo-as narcisicamente como um produto exclusivo. Nem sequer vejo estranhar uma opção destas tomada por alguém que tem na própria mãe uma heroína, indispensável em todos os momentos.

Espantam-me os milhões de gostos quando alguém declara que aos filhos basta terem "pai e um pai inacreditável" como ele, como se não soubéssemos todos que é exatamente quando um dos pais se acha tão extraordinário, que a criança mais precisa do contraponto de alguém "normal" na sua vida.

Estranho porque é que tantas pessoas se calam, nomeadamente gente com responsabilidade na defesa dos direitos das crianças, e que sabem bem que o direito a uma mãe ou a um pai, não é uma prorrogativa de quem a procriou, mas da própria criança. Porque não tornam pública uma opinião fundamentada sobre o que acontece não só neste caso mas no de tantos outros "famosos" que repetidamente enchem as páginas dos media, uma opinião que nos ajude a refletir?

Deixa-me perplexa porque é que os sábios não se chegam à frente para perguntar alto se é realmente isto que queremos, um futuro onde o dinheiro compra a técnica para tornar as crianças num produto consumível, produzido cada vez mais "à carta"? Consubstanciando, além do mais, um negócio de compra e venda de seres humanos.

E, já agora, porque estão silenciosos os Historiadores, que sabem bem que embora mascarado de admirável mundo novo, o que vemos agora acontecer é, na essência, um retrocesso civilizacional. Os homens ricos e poderosos punham, sem pestanejar, o corpo das mulheres ao seu serviço. As "barregãs" que viam o filho reconhecido pelo rei, eram recompensadas "pelo uso do seu corpo" (a expressão é mesmo esta), e os infantes criados na corte, educados com todos os privilégios que o divino sangue paterno ditava. Soa familiar? Muito, mas convinha também recordar como os direitos das mulheres e das crianças evoluíram desde aí, como de pouco vale pugnar por quotas nas empresas se aceitamos fechar os olhos a coisas como estas.

E nós todos, cidadãos comuns, mas que temos voz e voto, em que é que ficamos? Basta uma vista rápida aos comentários à notícia para perceber que, para muitos, a fama e o dinheiro parecem compensar tudo. Se a criança pergunta pela mãe, que importa que lhe digam que morreu ou viaja (como li nas declarações de uma das irmãs Aveiro), se em troca pode entrar pelo campo adentro ao lado do pai mais famoso do mundo (com todo o mérito), que diferença faz que um dia deixe de perguntar por ela e se remeta a um silêncio deprimido, se pode viajar, viver numa mansão de infinitos quartos, realizar todos os desejos e herdar um dia a fortuna do craque? Decididamente, talvez tantos se calem porque, secretamente, davam a mãe para serem filhos do Cristiano Ronaldo.

Jornalista - Isabel Stilwell

sábado, julho 01, 2017

A MÃE COMO CÁLICE...


MÃE, MÃE, MÃE,

(grito o teu nome para exorcizar a tua morte no mundo dos homens...)

Mãe,
...
Conheço a tua força, mãe, e a tua fragilidade.
Uma e outra têm a tua coragem, o teu alento vital.
Estou contigo mãe, no teu sonho permanente na tua esperança incerta
Estou contigo na tua simplicidade e nos teus gestos generosos.
Vejo-te menina e noiva, vejo-te mãe mulher de trabalho
Sempre frágil e forte. Quantos problemas enfrentaste,
Quantas aflições! Sempre uma força te erguia vertical,
sempre o alento da tua fé, o prodigioso alento
a que se chama Deus. Que existe porque tu o amas,
tu o desejas. Deus alimenta-te e inunda a tua fragilidade.
E assim estás no meio do amor como o centro da rosa.
Essa ânsia de amor de toda a tua vida é uma onda incandescente.
Com o teu amor humano e divino
quero fundir o diamante do fogo universal.

António Ramos Rosa, em 'Antologia Poética'