O SORRISO DE PANDORA

“Jamais reconheci e nem reconhecerei a autoridade de nenhuma pretensa divindade, de alguma autoridade robotizada, demoníaca ou evolutiva que me afronte com alguma acusação de pecadora, herege, traidora ou o que seja. Não há um só, dentre todos os viventes, a quem eu considere mais do que a mim mesma. Contudo nada existe em mim que me permita sentir-me melhor do que qualquer outro vivente. Respeito todos, mas a ninguém me submeto. Rendo-me à beleza de um simples torrão de terra, à de uma gotícula de água, à de uma flor, à de um sorriso de qualquer face, mas não me rendo a qualquer autoridade instituída pela estupidez evolutiva da hora. Enfim, nada imponho sobre os ombros alheios, mas nada permito que me seja imposto de bom grado Libertei-me do peso desses conceitos equivocados e assumi-me como agente do processo de me dignificar a mim mesma, como também a vida que me é dispensada. Procuro homenageá-la com as minhas posturas e atitudes e nada mais almejo. É tudo o que posso dizer aqueles a quem considero meus filhos e filhas da Terra. “ In O SORRISO DE PANDORA, Jan Val Ellam

sexta-feira, setembro 01, 2017

O Labirinto


Foto de Rosa Leonor Pedro.


"As escadas ao fundo. Sem nome, era esse o nome. Era assim, sempre assim, ‘’Sem Nome ‘’… qualquer coisa era sem nome, nada tinha significado. Todas as tardes gritava com todos os pulmões, aqueles que ainda lhe restavam. Gritava, ‘’Quero ir!! Ir…’’; ‘’Tirem-me daqui. Daqui, deste lugar! ‘‘… e sempre lhe respondiam, ‘’Onde estás?’’. Ela, lá respondia sempre e sempre cansada, ‘’Aqui!! Estou aqui!!’’. Ela sempre lá estivera, e nunca a viram e continuaram a não ver!! Há apenas na atmosfera uma falsa consciência onde ela está! É esta a verdade e os Labirintos, não é coisa que Homem algum consiga ver, porque não é a ‘’coisa ‘’ dele."


Rabiscado por NãoSouEuéaOutra

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